Sono insuficiente: um em cada cinco brasileiros dorme menos de 6 horas por noite
Dados recentes mostram que 20% da população no Brasil não atinge o tempo mínimo de descanso recomendado, o que pode aumentar riscos à saúde física e mental.
1/30/20262 min read


Uma nova análise sobre hábitos de descanso no Brasil revela que 20,2% dos adultos das capitais brasileiras relatam dormir menos de seis horas por noite, um padrão que os especialistas consideram abaixo do recomendado para a saúde física e mental. Esses dados constam na mais recente edição do Vigitel 2025, o inquérito telefônico que monitora fatores de risco à saúde no país.
O que diz o estudo sobre a duração do sono?
Pela primeira vez em sua série histórica, o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) incluiu perguntas detalhadas sobre o sono dos brasileiros. Segundo os resultados divulgados em janeiro de 2026:
1 em cada 5 adultos dorme menos de 6 horas por noite, ultrapassando o limiar considerado insuficiente por especialistas.
A prevalência é ligeiramente maior entre mulheres (21,3%) do que entre homens (18,9%).
Idosos (65 anos ou mais) também apresentam maior proporção de sono curto, com 23,1%.
A comparação entre capitais mostra variação regional: em cidades como Maceió (AL), o percentual de pessoas com sono insuficiente chega a quase 25%, enquanto Campo Grande (MS) registra índices significativamente menores, com cerca de 14,8% dormindo menos de 6 horas.
Insônia como parte da realidade noturna
O mesmo levantamento aponta que 31,7% dos adultos nas capitais relatam ao menos um sintoma de insônia, o que vai além da duração e atinge a qualidade do descanso. Isso significa que, além de dormir pouco, muitas pessoas têm dificuldade em adormecer ou manter o sono. Especialistas em sono observam que a insônia é mais frequente entre mulheres, no Brasil, em algumas capitais, mais da metade delas relatou sintomas em pesquisas regionais.
Consequências para a saúde
Dormir menos de seis horas por noite não é apenas um detalhe da rotina: pesquisadores e médicos alertam que a privação crônica de sono está associada a uma série de riscos à saúde.
Estudos internacionais e nacionais demonstram que tempo insuficiente de descanso pode:
Aumentar o apetite por alimentos ricos em açúcar e carboidratos, contribuindo para ganho de peso e hábitos alimentares ruins.
Elevar o risco de problemas metabólicos, como diabetes e doenças cardiovasculares, especialmente quando associado a outros fatores de saúde.
Impactar a função cognitiva e emocional, interfere no humor, na memória e na capacidade de atenção ao longo do dia.
Embora esses estudos venham de contextos variados, eles reforçam um consenso: a duração e a qualidade do sono influenciam diretamente a saúde geral.
Por que tantos brasileiros dormem pouco?
A ciência ainda investiga as causas dessa tendência, mas pesquisas sobre o estilo de vida moderno indicam fatores como:
Uso intenso de dispositivos eletrônicos antes de dormir, que podem alterar o ritmo circadiano.
Ansiedade, estresse e preocupações financeiras, detectados em estudos internacionais como motivos frequentes de despertares e noites mal dormidas.
Rotinas carregadas, falta de higiene do sono e pressões sociais que forçam horários de descanso irregulares.
O que os especialistas recomendam?
Organizações de saúde como a Associação Brasileira do Sono e institutos internacionais sugerem que adultos busquem entre 7 e 9 horas de sono por noite para a maioria das funções fisiológicas e mentais. Para melhorar a qualidade do sono, medidas simples como limitar o uso de telas antes de dormir, manter um ambiente escuro e com temperatura agradável e estabelecer horários regulares para ir à cama podem fazer diferença no longo prazo.
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