Por que os dentes ficam sensíveis? Entenda as causas e como prevenir

A sensibilidade nos dentes é comum, mas não deve ser ignorada. Descubra por que acontece e quais hábitos ajudam a prevenir a dor.

1/29/20262 min read

Sentir dor nos dentes ao tomar um sorvete ou beber café quente é mais comum do que parece, e pode ser sinal de algo além de um incômodo momentâneo. A sensibilidade dentária, também chamada de hipersensibilidade dentinária, é um problema que afeta milhões de pessoas e pode reduzir a qualidade de vida se não for bem compreendido e tratado adequadamente.

Entendendo a sensibilidade dentária

A sensibilidade dos dentes geralmente está ligada à exposição da dentina, a camada interna do dente que fica abaixo do esmalte. Essa área é rica em terminações nervosas e tubinhos que conduzem estímulos ao nervo dental. Quando essa camada fica descoberta, seja por desgaste do esmalte ou retração da gengiva, estímulos térmicos (como frio e calor), doces ou ácidos podem desencadear uma dor aguda e repentina.

O que causa dentes sensíveis?

Desgaste do esmalte

Quando a camada protetora do dente (o esmalte) sofre erosão por escovação agressiva, uso de escovas duras ou consumo frequente de alimentos ácidos (como refrigerantes, frutas cítricas e bebidas energéticas), a dentina pode ficar exposta.

Retração gengival

A gengiva pode “se retrair” devido à idade, escovação incorreta ou doenças periodontais, deixando expostas partes do dente que não têm esmalte. Isso facilita o contato direto de estímulos com os nervos.

Bruxismo e hábitos parafuncionais

O ato de ranger ou apertar os dentes, especialmente durante o sono, pode desgastar o esmalte e aumentar a sensibilidade ao longo do tempo.

Doenças bucais e cáries

Cáries, gengivite e outras inflamações podem avançar e atingir zonas mais profundas do dente, tornando-o mais vulnerável à sensibilidade.

Procedimentos dentários

Alguns tratamentos, como clareamentos, restaurações e aplicações clínicas, podem desencadear sensibilidade passageira. Isso costuma desaparecer em dias ou semanas, mas merece avaliação profissional se persistir.

Quem corre mais risco?

A sensibilidade dentária não é uniforme em todas as idades ou situações. Estudos sugerem que ela pode afetar uma parcela significativa da população adulta e que até 12% das pessoas atendidas em consultórios odontológicos relatam hipersensibilidade significativa.

Fatores como retração gengival, clareamento dental caseiro e gengivas finas foram associados a uma maior ocorrência.

Sensibilidade: impacto no dia a dia

Uma pesquisa recente publicada no International Journal of Environmental Research and Public Health constatou que o uso de pastas de dente específicas para sensibilidade pode melhorar significativamente a qualidade de vida de quem sofre com o problema. Isso porque esses produtos ajudam a reduzir a transmissão dos estímulos dolorosos ao nervo dental.

Como prevenir o desconforto

Mesmo que algumas causas não possam ser completamente evitadas, há medidas práticas que ajudam a reduzir o risco de sensibilidade dentária:

  • Escovar com técnica correta usando escovas de cerdas macias e movimentos suaves.

  • Escolher creme dental com flúor e/ou agentes dessensibilizantes, que ajudam a reforçar o esmalte e bloquear os estímulos dolorosos.

  • Evitar alimentos e bebidas muito ácidos em excesso.

  • Controlar hábitos como bruxismo com proteção oclusal (placas de mordida) se recomendado pelo dentista.

  • Manter consultas regulares ao odontologista para detectar cáries, erosões ou retração gengival nas fases iniciais.

Quando buscar ajuda profissional?

A sensibilidade ocasional e leve pode ser gerenciada com mudanças nos hábitos e uso de cremes dentais específicos. Porém, se a dor for intensa, persistente ou associada a outros sintomas, como inflamação gengival ou cavidades profundas, uma avaliação odontológica é essencial para investigar causas subjacentes e planejar o tratamento adequado.