Ozempic e Mounjaro falsificados: comércio ilegal cresce e acende alerta
Alta procura impulsiona o comércio ilegal de Ozempic e Mounjaro, elevando riscos e chamando atenção das autoridades.
1/22/20263 min read


A circulação de versões falsificadas ou irregulares dos medicamentos Ozempic e Mounjaro — usados no tratamento de diabetes tipo 2 e cada vez mais procurados para emagrecimento — está em expansão global, gerando alertas de saúde pública e preocupação de autoridades sanitárias em vários países.
Demanda alta e mercado paralelo
Nos últimos anos, agonistas do GLP-1 como semaglutida (o princípio ativo do Ozempic) e tirzepatida (presente no Mounjaro) ganharam destaque mundial por seus efeitos na perda de peso, além do controle glicêmico. Esse aumento de procura tem impulsionado a oferta irregular desses produtos em canais online não regulados e redes sociais, criando um mercado paralelo que não garante qualidade, eficácia ou segurança dos medicamentos.
Uma pesquisa publicada recentemente identificou um crescimento de cerca de 35% no consumo de substâncias emagrecedoras no Brasil, motivado em parte pela oferta ampla em farmácias e plataformas digitais, especialmente entre mulheres jovens.
Riscos à saúde e advertências de agências internacionais
Especialistas e órgãos regulatórios têm repetido avisos sobre os perigos desses produtos vendidos sem controle. A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos EUA, declarou que formas não aprovadas ou falsificadas de Ozempic e Mounjaro podem conter ingredientes incorretos, quantidades erradas do princípio ativo ou até substâncias perigosas, e exortou que consumidores comprem medicamentos somente por meio de prescrições médicas e farmácias licenciadas.
Da mesma forma, a European Medicines Agency (EMA) alertou sobre um aumento acentuado de medicamentos ilegais anunciados como agonistas de GLP-1, que muitas vezes não contêm o ingrediente ativo prometido e podem causar falha no tratamento, problemas graves de saúde e interações medicamentosas perigosas.
Organismos de saúde em outros países também compartilharam alertas parecidos. A Health Products Regulatory Authority (HPRA) da Irlanda relatou que deteve mais de 1.400 unidades de produtos ilegais do tipo GLP-1 em 2024, um aumento significativo em relação aos anos anteriores, e enfatizou que esses medicamentos ilegais representam um risco significativo porque sua composição é desconhecida.
Além disso, a World Health Organization (WHO) emitiu alertas específicos sobre lotes falsificados de Ozempic que circulam em múltiplos países, destacando que essas versões podem conter contaminantes ou dosagens que variam do padrão aprovado pelos fabricantes.
Por que falsificações ocorrem e como identificá-las
O principal fator por trás da proliferação desses produtos falsificados é a demanda elevada por medicamentos de emagrecimento, combinada com a facilidade de compra online e a falta de supervisão eficaz em muitos mercados digitais. Sites fraudulentos frequentemente se apresentam como “fornecedores confiáveis” ou oferecem versões “mais baratas”, mas o produto recebido quase nunca atende aos critérios de qualidade exigidos por entidades de saúde.
Alguns sinais de produtos falsificados incluem embalagem incorreta, ausência de bulas detalhadas, ausência de número de lote válido e promessas de entrega rápida sem receita prescrita — algo proibido para medicamentos que exigem supervisão médica.
Consequências e recomendações
O uso de medicamentos falsos ou não regulamentados pode resultar em eficácia zero, complicações graves de saúde, reações adversas ou até infecções potencialmente fatais por falta de esterilidade. Órgãos reguladores insistem que medicamentos controlados, como Ozempic e Mounjaro, devem ser obtidos exclusivamente com prescrição médica e em farmácias autorizadas, sob orientação de um profissional de saúde.
Especialistas também recomendam que consumidores questionem ofertas que pareçam boas demais para ser verdade e verifiquem se o fornecedor está devidamente registrado; além disso, reportar qualquer produto suspeito às autoridades de saúde ou vigilância sanitária local pode ajudar a conter a circulação de itens falsificados.
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